Quando os pés se enfiam na areia fofa da praia, as ondas veem com uma força de restauração e me sacodem para o dentro de onde ainda é o melhor lugar de se ficar.
É o mar que me lava, de ontem, de hoje, estrada aberta onde o meu olhar se prepara para enfrentar enquanto os acostamento, antigo perigo me aborda em uma tarde em que o meu corpo quer dormir mas a minha mente não consegue parar.
Tudo em mim é metade, vontade, palavra que se deita em minha pele fazendo ondulações e possíveis contatos. E se eu escrevo essa canção me inscrevo na pele dele, com todas as placas de pare, é proibido estacionar ai, mas eu continuo diminuindo a velocidade com medo de em pleno voo abortar a intimidade das asas abertas.
Açaí.
Mar alto onde o meu corpo pede um tempo antes que a próxima cena me domine e me deixe completamente refem do papel que o destino escolheu para mim. Sou mais que isso, na frente do espelho brigando com as marcas na pele e as histórias escritas em braile minuciosamente e tão delicamente que se ele me tocar, saberá dos meus medos e segredos.
A porta aberta.
A saliva secou a espera de outra boca, a que eu quero e a dona do beijo, o que nunca dei, e o que arde em mim como promessa de risos e gemidos em outra dimensão de esperas.
vou ali deitar o cansaço e volto, porque o que sou está transcrito, decifrado e nunca oculto, capaz de ser manual de esperanças incompletas,.